Sempre arranjei nova casa ontem. Vou é ficar muito longe do local trabalho, aí a uns... 5 segundos. :P
Pela terceira vez procuro casa em Aveiro. E pela primeira vez estou a fazer uma "pesquisa de mercado", mas como não vou alugar uma casa completa digamos que impeditivos de ordem monetária não o permitem, estou à procura de pedaços de casas onde eu me possa abancar.
E tenho a dizer que estou desiludido, a qualidade é má, para não dizer muito má e os preços são altissimos assim a roçar a chulisse, isto comparativamente com Braga em que por muito menos dinheiro se consegue algo novo e com qualidade.
Os senhorios parecem todos saídos da mesma fábrica pois quase invariávelmente são idosos que provavelmente conseguem o seu complemento de reforma a chular os jovens. A mobília que existe nesses apartamentos juro que também deve ter vindo do mesmo sítio, pois são sempre os móveis velhos que vieram lá de casa quando os senhorios trocaram de mobília. Os sofás estão tão coçados que o pessoal quando se senta parece que escorrega. Uma das senhoras que estava encarregue de alugar um apartamento que não lhe pertencia disse-nos que "no apartamento de cima (que nem chegamos a ver) a alcatifa não era mudada à 25 anos", eu depois comentei que aquilo já não era alcatifa mas que devia ser uma camada pura de àcaros pois a alcatifa já nem devia existir por lá.
Hoje prossegue a minha prospecção de mercado e vai ficando cá dentro uma enorme vontade de ter um sitío a que eu possa chamar casa. Além disso eu tenho de dar uso a todos os conhecimentos que tenho vindo a adquirir com todos aqueles programas de decoração que ando a ver :P
A começar algo que já devia estar pronto há muito tempo. Isto de adiar tarefas é recorrente em mim e já me prejudiquei muito por causa deste defeito. Sempre ouvi dizer que reconhecer os nossos defeitos era o primeiro passo para os ultrapassar a verdade é que já o reconheço à demasiado tempo. Acho que até isto estou a adiar. Até uma entrada sobre isto andei a adiar...
Quando a minha avó me perguntou: "Então e quando é que arranjas uma namorada?", só queria ser uma avestruz e ter por ali muita areia por perto.
Ontem fui espairecer um pouco e fui até um bar. Quando cheguei estava no início uma actuação de uma banda brasileira que se chamava "Caroço de manga" (bem que podiam arranjar um nome melhor) e que tocava Jazz e Bossa nova misturado com as habituais influências brasileiras. Estavam eles a iniciar uma música e um dos elementos, o homem dos 14 (ou mais) instrumentos pois tocava tudo e fazia sons, estava a trabalhar a introdução com um instrumento a seguir ao outro criando um ambiente que parecia saído de uma selva. Durante essa introdução ele imita uma arara e continua com os instrumentos. E eu na minha *cof*cof* inocência achei que a "selva" estava muito vazia só com a arara e ... uivei. Falhei foi o dia pois ontem não era lua cheia.
Na minha secretária as minhas canetas e os meus lápis estão sempre a desaparecer e não percebo porquê. Já desisti de trazer canetas com as quais gosto de escrever porque elas desaparecem mais depressa do que se fosse com o David Copperfield. E depois nunca as encontro.
Estava a beber café. Levantei a chávena e bebi um bocadinho. Ia pousar a chávena e vi que um pingo de café estava a escorrer pela chávena. A minha ideia, lamber o pingo. Só durante o acto é que me lembrei de olhar em redor. Que embaraço ;)
Isto hoje para acordar está complicado, são os músculos que não respondem como deviam, são os olhos que têm preguiça, é a boca que insiste em se abrir em bocejos mil e é o tico e o teco que devem estar a fazer meia noite. Parece segunda feira.
Vou ali pegar a minha vida pelos cornos e volto já!
Disclaimer:
No Animals Were Harmed During the Making of This Post.
... hoje é na praia. Bom apetite ;)

Calvin & Hobbes © 1987 Universal Press Sindicate
Tenho um livro que já se arrasta há uns bons 2 anos e finalmente estou decidido a completar a sua leitura. Não é desinteressante, muito pelo contrário e não é pela minha inexperiência na literatura russa, pois já sou reincidente. Comecei-o e por uma razão muito forte, depois pelas consequências dessa razão e depois por outras razões e outros livros que se meteram no caminho, fui deixando-o de lado. A ironia desta história está no título do livro pois neste momento sei exactamente qual está a ser o meu castigo, só não sei qual o meu crime. Acho que vou chamar o Hercule Poirot.
Já que andamos numa de estar na moda, nada está mais na moda e na berra que ser difícil, de ter um feitiosionho daqueles, de bradar aos 4 ventos o quanto se é difícil de aturar, de se dizer que se é complicado(a).
Isto porque ninguém quer parecer/ser fácil. Nada é fácil na vida porque hei-de eu ser? Depois tudo se complica pois para ir do ponto A para o ponto Z achamos que devem existir todos os outros pontos correspondentes a todas as letras do alfabeto e que para andar entre elas deveriam existir uma infinidade de caminhos sem qualquer tipo de sinalização e claro com caminhos sem saída.
Não tem de ser assim. Existe uma diferença assombrosa entre ser fácil e ser simples. Porque o que é fácil é apenas e só fácil. O que é simples é elegante, tem classe, tem identidade por si só e deslumbra. A simplicidade sim, essa é difícil de atingir.