A partir de agora as pessoas vão poder ignorar-me a cores, digam lá se não é fashion?
Quando estiverem com insónias não é aconselhável fazer a memória funcionar. Ao que parece a minha ainda funciona, mas tem vontade própria e é temperamental.
Na noite de domingo para segunda já começa a ser um habitué tive mais uma insónia, talvez seja melhor declarar a noite de domingo para segunda a noite da insónia e quem se quiser juntar é bem vindo tem de trazer almofada e roupa confortável e claro a respectiva insónia... apareçam!
E não é que a minha memória resolveu funcionar e deixou-me com um quê de nostalgia, lugares que pertencem à minha infância e que eu não visito há anos e que nem me consigo lembrar bem deles. Pessoas que conheci e que desapareceram da minha vida, primeiro deixamos de nos falar pois eu estava longe e depois sairam para a vida deles. Só me lembro do rosto acriançado deles, das vozes esganiçadas, das brincadeiras de escola e das longas tardes de verão a inventar o que fazer.
Eu segui o meu caminho e eles ficaram e seguiram o deles.
Da próxima vez que for a casa, existem uns sítios perdidos no meio do nada que vou visitar.
Exfoliar, ora aqui está uma palavra que eu nunca pensei vir a fazer parte do meu vocabulário.
Se alguém perguntar... eu nego tudo!
É melhor nem escrever senão sai asneira...
Bom fim de semana para todos.

Nhãmm... Nem... Nhããm... Chomp... vale... Nhããm... a... Chomp... pena... Nnhããm... perguntar... Nnhhããmmm...
Pela primeira vez desde que tive a oportunidade de começar a ir não vou ao S. João. O S. João que eu ia não é o do Porto, mas sim o de Braga. E entranhou-se. Adoro a festa, o espírito, o facto de toda a gente tirar a carranca do dia-a-dia e permitir a aproximação de estranhos sem os habituais anticorpos, adoro. As pessoas simplesmente sorriem e pouco importa a martelada, pois quem vai ao S. João dá e leva. Quando os olhares se cruzam, mesmo com alguma distância, a martelada é inevitável. E no entanto são estranhos, olham-se nos olhos, sorriem, permitem o contacto e libertam-se.
Adoro ver as crianças pequenas que vão com os pais e que vão atónitas, de olhos esbugalhados e embasbacadas a olhar para tudo os que o rodeia, as que a medo dão uma marteladinha quando ofereço a cabeça para o fazerem, as que com aquele olhar malandreco já vem com a martelada fisgada.
Este ano nada disso vai ser possível, mas para o ano vou martelar em tudo o que se mexa :)
Suei como já não suava há muito. Senti as gotas a despontarem. Senti-as a percorrerem-me a face. Adorei a sensação fez-me sentir, um pouco, vivo!
Ontem, de grosso modo: acordar, trabalho, casa, ginásio, jantar, cineclube, cair na cama com a sensação de que o dia apenas passou. Levantei-me cedo e deitei-me. O cansaço quer físico, quer mental era tanto que o meu corpo nem teve tempo de sentir que estava deitado e a descansar. Adormeci!
Admiro todos aqueles que conseguem espremer mais tarefas no seu dia, especialmente aqueles que têm de cuidar dos seus rebentos, muitos não estão sozinhos e dividem as tarefas eu sei, mas mesmo assim é incrível. Ou ainda aqueles que acumulam essas tarefas com longas jornadas nos transportes.
A todas essas pessoas o meu respeito.
Aqui fica um filme invulgar nos contrastes e numa avaliação mordaz, descontraída e hilariante da vida moderna em vários domínios (arquitectura, funcionalidade, transparência, espaço, relações, formas).
Playtime, de Jacques Tati
Parece que o dia está a melhorar... o sol está a aparecer e se aparecer de vez logo mais à tardinha no fim do *cof*cof* trabalho dou um saltinho à praia.
Estou para aqui a engonhar que é uma coisa parva, estou impressionadíssimo com a minha imaginação para não fazer nada, ora visita aquele site ora é aquele, ora vê se chegou mais um mail, ora espreguiça, ora olha lá para fora a ver se o tempo melhorou.. irra!
PS: escrever no blog não conta :P
Se virem um homem a usar umas calças de fato de treino até meio do peito e que com ar de matador olha para toda e qualquer mulher, provavelmente frequentam o mesmo ginásio que eu.
No sábado fui ao imaginárius, vi vários espectáculos e gostei muito (incluíndo os La fura del baus que ao que parece não foi do agrado de muitos). Muita música, muita cor, muito espectáculo, muita gente. Bastava um bocadinho de música e lá estava o Pedro a tentar mexer-se ao ritmo e a saltar :)
Tive muita pena de não ter estado em mais nenhum dos dias e de não ter tirado fotos (a minha máquina abariou :( ).
Se eu fosse uma planta acho que seria uma muito má. O problema são as raízes ...
Sinto-me como a parte do cosmos em "microcosmos", gigantesco e ... muito vazio.
O texto do Miguel Esteves Cardoso é meu. Mas não me interpretem mal não fui eu que o escrevi e não tem uma única palavra minha, mas tem tanto de mim como se de um espelho se tratasse.
E pronto... já estão os 5 sentidos, embora neste caso o sentido mais estimulado foi o gosto e logo a seguir o olfacto :)
Chegar cedo tem as suas vantagens, posso disfrutar de alguns momentos de silêncio e tranquilidade enquanto o espaço não é ocupado por mais ninguém.
Roubado daqui, que por sua vez ao que parece se cruzou com ele em qualquer lado.
"Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
(...) Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Elogio ao amor (Miguel Esteves Cardoso - Expresso )
Vai vagar um quarto aqui em casa... por acaso ninguém está interessado? ;)
Acho que ando hiperblogactivo... deve ser de apanhar demasiado sol.

All material © 2005 Patrick McDonnell
Esta entrada já existe na minha cabeça há mais de um ano e ainda não se virtualizou por puro esquecimento (quando me esqueço de alguma coisa... esqueço-me mesmo!) e tem a ver com um comentário de um amigo que me dizia (se não diz tenho a certeza que continua a pensar até porque ele com regularidade tem de comer o que eu cozinho :P e aturar-me) que eu gosto de coisas esquisitas e acho que ele tem razão, no entanto eu juntava-lhe mais um adjectivo, eu gosto de coisas esquitas e invulgares.
Já olharam para a uma/um desconhecida/o e tiveram vontade de a/o conhecer mas o ambiente em geral e a timidez em particular parecem travões ABS?
Porque pergunto? Ahhhh.. pois.. hummm.. por... bem... aaahhh... por nenhuma razão em particular ;)
De vez em quando tenho de atender o telefone cá na empresa e ... não é coisa que eu goste muito ou melhor acho que os telefones não me curtem, é que com alguma frequência quando tenho de passar a chamada não consigo (manias do telefone) e acabo por desligar o telefone na cara da pessoa. Não é agradável e tenho a certeza que se o quisesse fazer o telefone não me deixava.
Hoje já valeu a pena acordar um bocadinho mais cedo.
Nestas últimas semanas dá-me para ouvir James enquanto trabalho, devo andar numa onda revivalista ou coisa que o valha.

Pelo menos a capa combina com a estação.
Escrever em inglês torna as coisas mais fáceis de dizer, pelo menos para mim. É como se não o tivesse de admitir perante mim próprio aquilo que escrevo, que é uma personagem que o escreve por mim, não sei. O que sei é que escrevendo em inglês consigo fugir um bocadinho à auto-censura que eu imponho devido, sobretudo, à fragilidade que exponho nesses textos. No início escrevia sem medos, agora acho que são eles que escrevem por mim.
Pior que ter uma insónia é tê-la sem saber porque a tenho. Além disso apetecia-me vir para aqui escrever coisas por estar mal disposto e rabujento... hmpf... mas ao que parece não estou mal disposto nem rabujento, sorte a vossa!

Calvin & Hobbes © 1987 Universal Press Sindicate
... por isso vou chamar o Calvin para animar isto...

Calvin & Hobbes © 1987 Universal Press Sindicate
... ou melhor para não fazer nada, acho que também vou ajudar ;)
... OOOlllllhhhaaaa o carapau fresquiiiiiiinhoooooo!!!!!!
O dia começou mais depressa que o habitual, o meu despertador (telemóvel) não despertou ou melhor despertou mas como estava sem som, despertou silênciosamente. É o que dá ir ao cinema tentar não incomodar ninguém e ser esquecido (já não é a primeira vez que acontece :P).
Ontem o Cineclube de Aveiro voltou a mostrar filmes, a escolha não foi brilhante "La Nina Santa", de Lucrecia Martel, com a produção de Pedro Almodóvar, mas nem todas o podem ser. E como comemora 50 anos de existência vamos ter um ciclo com filme representativo de cada década, o primeiro é um filme de Alfred Hitchcock “Intriga Internacional” do qual tive a oportunidade de ver o trailer original, foi fantástico e anúncios como "Tem sons reais!" deliciaram-me.
| E | u | q | u | e | r | o | m | e | l | i | b | e | r | t | a | r | d | e | s | t | e | t | o | r | p | o | r | . | . | . |
Estourado e cansado, acho que ainda não me habituei a estas idas à praia e andar a correr na praia atrás de uma bola também não ajuda muito. Estas idas à praia são quase perfeitas... quase...
O que não dá muito jeito é chegar a casa e ainda ter de fazer as tarefas domésticas... humpf!
... praia. Hoje às 17h. Numa praia perto de mim! :P

Alguém quer vir ao imaginárius?
Os La Fura dels Baus estão à procura de voluntários para o espectáculo deles (vou vê-los pela primeira vez), requisitos: >18 anos, boa condição física e não ter medo de alturas. O último requisito só o percebi depois de ver isto.
Sim, ao que parece sou crente. Fui à feira do livro no domingo de manhã, crente que poderia estar aberta e sem sequer ver os horários. Para total espanto e descrência minha, estava fechada e só abria às 3 da tarde (não percebo porque está fechada, mas ...). Como não sou de me chatear muito com isso aproveitei para conhecer a zona circundante e a fauna local, os coelhinhos são muito giros e peludos e fofinhos e tiveram muita sorte pois tinha tomado o pequeno almoço e ainda faltava muito para o almoço :P
Mas numa de birra já que vim ao porto ver livros, vou ver livros para a Fnac, aqui mais um erro meu pois sabia do programa de Serralves para o fim de semana e podia ter ido lá (até porque nunca lá fui).
E então lá fui à procura de uma Fnac, como conhecia mal as ruas do porto e como uma amiga que foi comigo até conhecia a zona deixei-a dar-me as indicações (decidiu ela que iriamos à fnac do norte shopping), outro erro meu. Pois indicação errada em cima de indicação errada levaram-me a seguir para o norte shopping pela A4 (a sério, não perguntem!) mas mais km menos km, consegui voltar ao caminho certo e lá cheguei ao meu destino e consegui ver aquelas aglomerações de folhas de papel a que chamam livros.
A volta foi menos atribulada e não fosse a minha promessa à minha mãe de ir almoçar a casa e eu tinha ido à feira do livro à tarde, pois já não faltava muito.
Se virem um homem de manhã bem cedo a passear duas vacas, perdão, dois (gigantescos) São Bernados um em cada mão ele está ... em apuros! ;)
Boy meets ...
A minha camisola depois da lavagem de emergência ficou sem manchas nenhumas, acho que graças ao oxycoiso que eu juntei o que é certo é que resultou. Estou a ficar um dono-de-casa e pêras e maçãs e cerejas e morangos e fruta! (a escrever sobre o estado da minha camisola, não consultes um médico que não é preciso Pedro!)
A ida à praia de ontem soube-me mesmo bem, é claro que hoje o meu corpo está em estado de dormência, com algumas mazelas e a precisar de mais descanso. Parecia um puto (mas que raio ontem era o dia mundial da criança ;) ), e bola para a frente e bola para trás e molhar os pés mas mais que isso não pois a àgua estava geladíssima, e estar na praia até o sol desaparecer no horizonte e o frio nos mandar embora. Gostava de ter tirado umas fotos mas a minha máquina fotográfica digital lembrou-se que devia avariar. Foi mesmo muito bom.
Sim... é verdade... para vosso azar... eu hoje não me calo!
(...)
N. - Quando a minha mãe não está cá, não como ovos estrelados.
Eu - Porquê? É ela que os põe?!?
(...)
E eu que ia todo lançado comprar o público e o DVD que hoje vem com ele (porquê? para me dar uma prenda neste dia... óbviamente! :P ), o magnifico Belleville Rendez-vous, e não é que o DVD ainda não tinha chegado... gggrrrrrrrrr!!!
Apesar de não ter começado lá muito bem, o dia de hoje até promete. É que finalmente vou começar a disfrutar o facto de agora ter quatro rodas com o resto devidamente acopolado e de estar em Aveiro. É que vim mais cedo trabalhar o que significa que vou sair mais cedo e isto porque o meu destino pós-trabalho é... a praia. E não é que hoje está um dia fabulástico ;)
Hoje o dia não começou lá muito bem e isto porque estava eu a estender a roupa quando vi que uma camisola de que gosto muito e que por mero acaso é nova ficou com algumas manchas... sniff... sniff... e eu que segui as etiquetas e temperaturas de lavagem... bbuuuaaaaaa!!!!!!, bem, lá foi a camisola para uma lavagem de emergência embora não me pareça que valha de muito. Por acaso ninguém sabe de alguma dica?