Se tudo correr bem, sábado vou aqui. Tenho é de ensinar aqueles senhores a fazerem sites decentes... humf!
Esclarecimento:
Quando digo "que sábado vou aqui", não quero dizer que no sábado vou abrir o meu browser e vou navegar no sítio da Feira do livro do Porto, mas sim que me vou deslocar ao pavilhão Rosa Mota e mergulhar nos expositores. É pena que o orçamento este ano é muito curto, por isso espero encontrar mmmmuuiiiitttoooo boas promoções.
Esclarecimento 2:
Quando digo que vou "mergulhar nos expositores", não quero dizer que vou pegar na touca e vestir o fato de banho e deitar-me sobre os expositores e imaginar que estou no mar alto e nadar, quero apenas dizer que vou andar por lá nos expositores e vou pegar em livros e folheá-los.
Esclarecimento 3:
Os esclarecimentos anteriores não servem de modo algum para esclarecer o que quer que seja, apenas não tinha nada de mais interessante para escrever, ou seja que com os esclarecimentos vocês não têm nada de interessante para ler :)
Esclarecimento 4:
Quando digo que não têm nada de interessante para ler, não estou a dizer exactamente aqui ;)
Esclarecimento 5:
Nada a esclarecer!
A senhora das finanças disse para eu guardar os papeis religiosamente, "Shim, Shenhôra!", vou fazer um altar lá em casa comprar umas velas e começar a fazer sacrifícios humanos.
Agora é que reparei, estou há um ano no weblog. Vou ali e já volto pois acabei de ser atingido pela bigorna do tempo e preciso de recuperar os sentidos. Perdi os comentários das minhas primeiras postas, pena, muita pena. E é melhor nem ler o que escrevi senão entro mesmo em parafuso.
Sempre que ouço a resposta "Eu sou assim!", dita em alto e bom som, apetece-me dar-lhe um valente soco no baixo ventre.
4 dias e todos bem livres, sem ninguém com quem os partilhar...
Exagero de um lado. Exagero do outro. E alguém vai parar ao hospital. Perco a vontade de festejar. Vou embora. Festa não é sinónimo de álcool, não é sinónimo de exageros, não é sinónimo de intolerância. Ao que me parece é sinónimo de estupidez.
Na história do homem do piano há algo de romântico, algo de tristemente romântico, na total alienação apenas salva pela música, pelo piano.
Numa conversa num bar qualquer um colega disse-me que bebia um cerveja "de estalo" e eu não fazia a menor ideia do que isso era (como não bebo, sou um ignorante nestas matérias e para além disso ao que parece são vocábolos mais lá para o sul), pensei para com os meus botões, "se calhar ele bebe a cerveja e depois nós damos-lhe um estalo". Acebei por perguntar-lhe o que era ao que ele respondeu que era beber a cerveja de um trago. Fiquei desiludido pois estava na esperança de que a minha teoria estivesse correcta.
... se estiverem a fazer empadão não baixem a cabeça quando estiverem a colocar as várias camadas sabendo que por cima existe uma esquina de um ponto de saída do exaustor, é que depois quando a levantarem o resultado vai ser audível e não vai ser bonito, até porque os cortes no couro cabeludo não estão na moda.
... o que se passa com os comentários do weblog? Ora funcionam, ora deixam de funcionar. Que se decida de uma vez...

All material © 2005 Patrick McDonnell.
Ontem foi feriado municipal aqui em Aveiro e não trabalhei. Fui para o Porto fazer umas compras pois ando a precisar há muito tempo e assim aproveitei o facto de não ter os constrangimentos de um feriado nacional (corte na frequência dos transportes públicos, sítios fechados, ...) para ir.
Mas apesar de precisar foi uma muio má ideia pois o rombo no orçamento foi muito grande e juntou-se a um rombo ainda maior (gigantesco!) que aconteceu há menos de duas semanas e que dá pelo nome de pópó (o meu primeiro!) e possívelmente vai ter mais uns rombos que se lhe vão juntar (pópó-related) e dos quais não posso fugir. Não me estou a queixar até porque as escolhas foram minhas, não precisava era de vir tudo ao mesmo tempo.
PS: Hoje para voltar a engrenar o ritmo de trabalho está complicado...
Quando era pucanino e ia dormir (ou melhor os meus pais iam deitar-me), na minha cama existiam sempre aí umas 6 ou 7 chupetas e cada uma tinha um guizo. Assim quando eu acordava de noite sem chupeta não chateava ninguém, começava a bater com a mão no colchão ao meu redor e assim que começava a ouvir alguma a tinir ia buscá-la. Simples, não? ;)

... sai um solinho bem brilhante para a menina d'o It's Our Pleasure na mesa 5.

E sai um cimbalino para a menina d'o Tecto.
Ora a'lá ber... que vão desejar deste bosso humilde servo?
Ontem eram umas 18:45 da tarde e o sol ainda tinha muito que brilhar lá fora. Vinha a descer no elevador e ia com a cabeça nas nuvens com certeza. Assim que o elevador pára e eu saio dou de caras com uma rapariga e completamente distraído e com toda a calma do mundo digo-lhe: "Boa noite.", ela ficou meia embasbacada a olhar para mim (na altura nem pensei sobre a causa do espanto dela) e respondeu-me: "Boa noite.". Não sei o que foi mais estranho, se eu dizer-lhe boa noite ou se ela dignar-se a responder. Eu tinha-me mandado ir dar uma volta.
Sentou-se na beira da cama, as suas costas curvaram-se, apoiou os cotovelos nas pernas, levou as mãos às faces, respirou fundo e à medida que ia acordando sentia o peso da noite mal dormida. Voltou a respirar fundo, os formigueiros iam desaparecendo e lentamente tomava como seu o seu corpo.
Os pensamentos que se atreviam a surgir na sua cabeça eram imediatamente desalojados, esta manhã não tinham lugar nesta couraça.
Arriscou levantar-se. Foi um risco totalmente mal calculado que apenas compensou quando as suas mãos encontraram apoio na mesinha de cabeceira. Ficou quieto por uns instantes a testar o seu equilíbrio. Assim que sentiu que o podia fazer o seu pé avançou e depois o outro. Avançava automaticamente pois conhecia aquele caminho havia anos e dispensava totalmente a necessidade de luz. No entanto os focos difusos de luz que recortavam a janela mostravam que era dia.
Arrependeu-se no mesmo instante em que ousou ligar as luzes da casa de banho, a violência do acto fê-lo cambalear e por momentos perder o equilíbrio. Parou e começou a adaptar-se àquele ambiente agora hostil.
Mecanicamente virou-se para o lavatório, os olhos semi-cerrados ainda a protestar contra a invasão não lhe permitiam ver o trajecto que tão bem conhecia. Curvou-se, abriu a torneira e aquele som familiar e quase confortante acordou-o para o mundo dos sons. Molhou as mãos e encheu-as de água, voltou a fazê-lo uma e outra vez até que levou-as à cara. Sentiu arrepios por todo o corpo e continuou a lavar a face.
Com a cara molhada tacteou por uma toalha. Limpou-a. Os seus olhos lenta e preguiçosamente iniciaram a recepção de luz. Primeiro um enorme borrão, depois uma forma geométrica e dentro dessa forma geométrica o que parecia ser uma cara sem quaisquer formas ou contornos. Esperou até que se reconheceu no espelho. Era esse o sinal que procurava, tinha acordado.

Calvin & Hobbes © 1987 Universal Press Sindicate
Não fosse isto verdade para a maioria das pessoas e até que tinha mais piada.
Ontem à noite fui ver os Toranja em Barcelos. Sim. Novamente. Pela quarta vez. Foi muito bom, rever as "velhas" e ouvir as novas músicas. Só se enganaram num pequeno pormenor disseram que o "Segundo" álbum deles saía hoje. Estranho porque eu tinha-o comprado nessa tarde e tinha-o no carro. Mas se calhar enganei-me e o dia de ontem nem existiu e se é assim eu não vim a ouvir o "Segundo" na minha viagem de volta para Aveiro.