Estou demasiado aos retalhos para continuar como até agora. É uma paragem. Este blog vai ficar parado por algum tempo. Não sei se é bem uma paragem, acho que já nem sei bem o que é. Se me apetecer escrever, isso acontecerá. O problema é que não consigo escrever. Não me apetece. Não consigo. E forçar-me a fazê-lo, não quero, e sempre que tento sai porcaria. As palavras estão vazias de sentido, não o têm, não lho consigo dar. Estou perdido. Estou numa encruzilhada. Sou um puzzle que agora não consigo montar. Se calhar amanhã até escrevo, se calhar só escrevo daqui a uma ou duas semanas... não sei. Já não sei mais nada. O blog não acaba, faz parte de mim, mas encosta às boxes por uns tempitos. E não vale a pena perguntar-me a mim mesmo porque já não consigo escrever, pois não sei a resposta. Ou se calhar até sei. Ou ainda está mesmo à frente dos olhos e cegueta como sou, não vejo. Sou uma manta de retalhos, cujos retalhos não estão cosidos, não se querem coser, e não faço ideia de como cosê-los (aqui um curso de costura se calhar ia bem).
Como dizê-lo... até...
breve!
Em qualquer situação, quando vês branco, outra pessoa vê preto, outra ainda vê vermelho, outra amarelo, existem outras ainda que cinzento. Sempre pensei, ingénuamente, que se eu visse preto, outra pessoa qualquer veria preto. Ou, se não o visse, se eu conseguisse mostrar que era preto, eventualmente ela também o veria.
Nada mais errado, uma pessoa mesmo que lhe mostrem o preto, se quiser ver apenas e só branco, será isso que vai ver.
Foi-se. Foi-se a minha única chance de algum dia ter juízo. Mas pensando bem, para que raio preciso dele? Ainda por cima foi cobarde. Bastaram 30 segundos, nem isso e já estava cá fora. Nem deve ter estranhado muito, talvez o aconchego e o calor, cá fora faz mais frio. 30 míseros segundos. Estava anestesiado, é um facto. Mas os 60 segundos eram a meta traçada, mas ficou K.O. logo no primeiro assalto.
Que se vá embora então, não quero cobardes na minha boca a fazerem promessas vãs (juízo?), e ainda por cima com a mania das grandezas e que podem empurrar todos os outros.
O meu único dentinho do siso foi-se.
O meu olhar perde-se nele próprio. Já não vejo. Quero perder-me em olhos que não os meus. Quando ...
"A minha vida sem mim" e "Sozinhas", dois filmes que vi nestas duas últimas semanas. Tocaram-me muito, quer pelas histórias, quer pela caracterização dos quotidianos e das personagens. Recomendo vivamente.
Acho que já está mais que na altura de eu me começar a levar a sério!
Ai tá... tá!
Hoje, eu e o meu copo com água, estamos assim um bocado para o desentendidos. Senão, que outra explicação existe para o facto de hoje, já ter virado água sobre mim aí umas 3 vezes. Esta última parecia mais um banho.
E ontem dei um banho à minha secretária, mas nesse caso existe uma explicação, uma atenuante... o raio da mosca não tinha nada que se mexer. Tinha era que aceitar o seu destino com calma e serenidade e ser completamente esmagada.
Também estou a ouvir "Singing in the rain". Será que tem alguma coisa a ver?
Tenho sempre uma ideia bastante romântica do meu tempo de descanso. Não sei bem porquê. Imagino-os sempre com as pinceladas de uma tela qualquer, calma, difusa. Passeio-me nela com calma, só.
São muitas as telas. É a luz trémula e aconchegante da lareira. É a paisagem atravessada pelo rio. São as àrvores que pintam as sombras sobre o rio. São os campos em tons vários de feno, milho seco e ramadas despidas. São as pessoas que percorrem esses campos, de uma realidade passada, das minhas memórias.
O meu descanso nunca é assim. Mas que importa. Vive assim, de memórias confundidas com a imaginação de não memórias, de histórias colhidas aqui e ali. É apenas e tão só o meu descanso. Um corredor de janelas, cada qual com a sua tela pintada na paisagem, ou a paisagem pintada na tela, nunca o sei.
Mas que importa. É apenas e tão só o meu descanso. Que importa.
Quatro dias de tão só, descanso. Alguns livros para ler, sem pressa. Já andavam em processo de adiamento ou em leituras fugases há tempo demais. Alguns filmes para recordar. Música para ouvir.
Tempo para mim. Tempo para realmente estar com a família. Tempo para desperdiçar. Tempo para navegar ao sabor do vento e da paisagem. Tempo para andar com o cão por entre os campos e junto ao rio. Tempo para comer uvas directamente das ramadas. Tempo para apanhar castanhas.
E claro... preguiça... muita... hhhhuuuummmmmmmmmm!!!