
E continuamos numa onda refrescante, macabra :), mas refrescante.
Isto está mesmo a meio gás, meio gás se calhar é esticar a corda, talvez um quarto de gás seja o mais correcto. Não sei se é do calor, ou se é da inveja de todos os outros que as vão ter... sim, porque eu não vou ter férias! Aí... aí...
Não é que eu esteja com inveja. Até porque a inveja é uma coisa feia (em gelado não!). Não... de modo algum. Eu não estou com inveja nenhuma de quem vai ter férias, de quem vai aproveitar o tempo para ir para a praia, para ir passear, para viajar, para não fazer nada. Inveja eu... nnnnnnããããoo :)
Um amigo meu disse-me que um helicicultor faz criação de caracóis, e eu achei piada. E comecei logo a imaginar coisas. Surgiu-me logo uma questão existêncial, sera que os criadores de caracóies têm uma lesma pastora para juntar os caracóis irrequietos de forma a que não se dispersem muito?
O cocas com problemas de identidade , está a começar de dar de si.
São sinais claros de que, os blogs do cocas sem a manutenção devida, necessária e merecida, podem começar a trazer mais problemas, tal como me trouxe a mim, aos que depositaram as suas palavras nos mesmos. Espero que o "todo-o-poderoso" sapo se lembre que tem utilizadores e que eles merecem a atenção devida. Boa sorte!

Nada melhor do que os bonecos de neve do Calvin, em pleno verão com este calor(?), para arrefecer o ambiente :-)
Já escrevo há um ano. Como o tempo passa (este é daqueles comentários completamente inúteis e recorrentes). Como disse quando terminei o microcosmos no blogger, não queria comemorar um ano daquele blog. As razões que me levaram a criá-lo são completamente diferentes daquelas que me levaram a recriá-lo, em vez de o terminar. Agora escrevo por prazer, enquanto que quando criei aquele blog fi-lo porque tinha necessidade de colocar sentimentos turbulentos em algum lado, e como acompanhava alguns blogs diáriamente pareceu-me uma boa forma de o fazer.
Por isso aos que me lêem o meu obrigado por tudo, por o fazerem, por colocarem comentários e por aguentarem os meus devaneios.


O rio que atravessa a minha terrinha.
05/11/2003
Estou um bocadinho triste. Ela, a do o outro lado da lua fechou. E desta forma já fecharam alguns blogs. Blogs que eu comecei a visitar quando vim para a blogoesfera, e com os quais tive a oportunidade de trocar alguns mails, os quais acompanhei ao longo de um ano. Acompanhei tudo... as alegrias, as tristezas, as opiniões, as vivências. É estranho. Parecem estar mesmo ali. Que são conhecidos com os quais estamos todos os dias, que estão mesmo ali, com os quais tomamos um café todos os dias...
Seja como for, as maiores felicidades Lénia.
(e volta, um dia... quem sabe?)
Uma das partes que eu acho mais engraçadas e imaginativas do Calvin, são os seus bonecos de neve. E desculpem-me, mas vão apanhar com eles durante uns tempos.

Fazemos as caras mais estranhas e mais embaraçosas à frente dos monitores. Ora é aquele sorriso parvo a olhar para o monitor. Ora é o olhar concentrado de que o mundo podia cair que nada o faria mudar de direcção. Ora é o olhar penetrante a tentar a intimidação ao monitor na tentativa de que a coisa não corra tão mal. Ora é o olhar canino acompanhado da devida posição simiesca de quem já passou demasiadas horas em frente da máquina. Ora é o olhar e sorriso entusiasmados que não conseguimos disfarçar.
Falta alguma com certeza... ninguém quer contribuir?
... de um bocado de bom humor :)

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... não se deitam no chão a olhar para o céu, a ver e a imaginar com que se parece esta ou aquela nuvem?
Vi este filme ontem. Fiquei deliciosamente supreendido. O filme é muito interessante. É também muito simples. 3 personagens tão diferentes. Histórias de vida muito diferentes. Personalidades muito diferentes que se encontram. Relações que se estabelecem de uma forma estranha. Ou talvez não. Apenas o reflexo do que somos.
Um anão que gosta de comboios, não gosta muito de falar, muda-se para uma estação de comboios abandonada que herdou de um amigo.
Um homem que vende "café con leche" junto à estação abandonada porque o pai está doente, adora falar e sente-se sozinho.
Uma mulher só, foge do mundo após ter perdido o filho e ter de lidar com um casamento frustrado, conhece o anão após um quase atropelamento...
... é delicioso.
A vida é um conjunto de instantes, se não os aproveitarmos, o que é que sobra?
No filme Lost in translation (que eu gostei muito), a certa altura a Scarlett fala que todos, mais cedo ou mais tarde, passam pela fase em que ficam com a mania de que são fotografos, bem... eu acho que estou nessa fase, por isso aguentem.
O céu na minha terrinha perdida no meio de um vale...
A minha lareira...
You can leave your hat on... lá lá lá... You can leave your hat on... hu hu hu... lá lá... tum tum... You can leave your hat on... tã.. ram... ram.. tã.. tã... You can leave your hat on...
Oooopppsss... acho que me entusiasmei com a música.
Hoje, uma amiga um bocadinho mais velha, amargurada com a vida, disse-me "Não existem amigos, apenas conhecidos...". Raios. Esta frase ficou-me como um gongo na minha cabeça. Recuso-me a acreditar nisso. Eu não consegui dizer-lhe nada. Conhecendo as circunstâncias que a levaram a dizer isso, não sabia o que dizer. Continuo sem saber...
Ás vezes é perigoso escrever. Digo isto depois de ler algo que escrevi há uns meses atrás. Estava desesperado na altura. As palavras saíam a uma quase velocidade que a materialização no papel era quase directa. Questionei tudo. Escrevi, escrevi e escrevi. Guardei. E este fim de semana voltei a ler. Não com essa intensão. Depois de ler quase que voltei a sentir o mesmo. É assustador saber que aquilo fui eu, e que consegui voltar a transmitir-me aquela negatividade toda. Mas não importa. Já passou. E sob a forma de um quase ritual, queimei a folha, queimei aquelas palavras. Agora são pó. São parte do universo. Espero que influenciem o universo de uma forma mais positiva do que eu as influênciei... é um bom pensamento.
The Stranglers - Golden Brown
Air - Playground Love
Soundgarden - Black Hole Sun
Gary Jules - Mad World
Toranja - Fogo e Noite
Joss Stone - Dirty Man
Aqui é a parte onde eu escreveria qualquer coisa, mas agora não me apetece mesmo nada... vou continuar aqui sentadinho e esperar (até porque não tenho outra hipótese), pode ser que passe.

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