novembro 16, 2004
A minha gata
A palavra minha aqui é puramente ficcional. A relação entre a gata e a minha família é de total e completa independência.
Apareceu. Começou a rondar a minha casa. Muito meiga. Passeava-se por entre as nossas pernas, sem medo. Começamos a dar-lhe comida. Ela foi aceitando. Volta e meia subia as escadas e esperava cá fora pela comida. Nunca tentava entrar.
Começamos a gostar muito dela. Volta e meia, a minha mãe pegava nela e trazia-a para dentro. E volta e meia, o resultado era o mesmo, voltava para fora.
Com a insistência passou a frequentar a nossa casa. Tem os seus cantinhos preferidos para dormitar. Adora a nossa lareira. Já tem os seus petiscos favoritos. E, neste momento até já bate à porta para entrar, quando esta lhe está fechada.
Apesar de tudo isto, continua a ser tão independente como no início. Aparece quando bem lhe apetece. É a nossa gata, mas nunca será realmente nossa. Um dia se assim o quiser, pode partir. Não depende de nós, nem para comer. Está connosco por escolha própria, gosta da nossa companhia, e nós gostamos da companhia dela. Agrada-me que assim seja. É livre.
Comments
"Tive" um gato assim. Era dos vizinhos.
Às vezes ia passar o serão ou até mesmo o fim-de-semana lá a casa. Pulava as varandas e batia à porta da cozinha para entrar...
E eu também gostava!
Os gatos nunca chegam a ser nossos. E é isso que aprecio nesses amigos felinos. A independência. Convido-te a ires conhecer o Capitão.